RGB vs. CMYK: A cor no digital e na impressão - Minerva
RGB

O comportamento das cores nos dispositivos luminosos é muito diferente dos suportes físicos. Conheça as implicações que o RGB e CMYK trazem para o seu trabalho!

 

A cor está em todo o lado. Está na roupa que veste, no carro que conduz, na sua brochura impressa, na refeição que acabou de tomar, na sua televisão, computador e telemóvel – em todos os objetos e cenários que vê.

Sim, a cor está em todo o lado, mas não é a mesma em todo o lado. A forma como a cor se comporta num dispositivo luminoso é muito diferente quando é impressa – o que traz implicações a quem trabalha na área da cor.

Por isso, hoje vamos dar continuidade a um nosso artigo anterior – que abordou o sistema de cores utilizado na impressão (CMYK) – falando agora sobre o sistema usado em dispositivos luminosos: RGB.

E, aproveitando o ensejo, vamos dar-lhe também umas dicas para a sua saúde visual – importantíssimas se trabalha continuamente em frente ao computador.

Pronto? 🙂

 

Luz - RGB

 

O trabalho em web design, assim como outros que relacionados com dispositivos luminosos, envolve um sistema de cores denominado RGB, abreviatura para as cores Vermelho, Verde e Azul – do inglês, (R) Red, (G) Green, e (B) Blue.

É um sistema diferente do utilizado em impressão (CMYK), porque o monitor emite luz, ao contrário do papel, que absorve luz.

Assim, quando precisar de imprimir o projeto que está a desenvolver no seu computador (como, por exemplo, cartões de visita ou catálogos), é importante que configure a sua área de trabalho para CMYK.

Caso imprima ficheiros em RGB, e mesmo que a impressora os aceite, irá ocorrer invariavelmente uma conversão para CMYK, que resultará em cores esmaecidas, imprecisas e, esteticamente, numa apresentação muito diferente à pretendida.

Aconselhamos, portanto, que inicie logo o trabalho em CMYK – terá um controlo muito maior sobre o resultado final.

Por outro lado, se estiver a construir um website para um cliente, certamente que quererá reproduzir as cores exatas do logótipo e de outros materiais de branding. A forma de atingir exatamente a cor que pretende no monitor é utilizar o sistema RGB.

Em ambos os casos (quer na impressão, quer em suportes online), se usar programas da Adobe, deverá configurar os menus de representação de CMYK e RGB com o perfil mais atual, o FOGRA 39 para papel coated, e 47 para papel uncoated. Além disso, é sempre aconselhável que o computador do seu cliente tenha as mesmas configurações que usou no seu trabalho, para que o cliente não veja algo completamente diferente no seu próprio computador.

O esquema seguinte exemplifica as diferenças essenciais:

 

Síntese aditiva (RGB) 

A cor que vemos no monitor

Síntese subtrativa (CMYK)

A cor que vemos impressa

 RGB CMYK

A luz branca que vemos no monitor é, na verdade, a presença combinada de pixeis vermelhos, verdes e azuis.

A cor preta que vemos numa página impressa é, na verdade, a subtração das quatro cores.

As cores podem parecer mais brilhantes e intensas do que quando são impressas.

A cor está dependente do método de impressão, e o resultado será melhor com equipamentos profissionais.

Dado que as imagens na web devem ser contrastantes e vivas, recomenda-se RGB para imagens a utilizar em websites e redes sociais.

Para que aquilo que é idealizado no monitor corresponda ao resultado final na impressão, recomenda-se CMYK.

 

 

São, por isso, frequentes algumas inquietações no dia-a-dia dos profissionais! Por exemplo:

Designers - RGB

Quando vi o meu trabalho noutro monitor, as cores ficaram drasticamente diferentes. Fiz reset em ambos os monitores, mas o problema persiste!

– Não, as cores não enlouqueceram 🙂 Fazer reset não vai ajudar – a configuração não é feita no monitor mas nas preferências do sistema. Contudo, conte sempre com algumas diferenças, mesmo em monitores iguais, da mesma marca e do mesmo modelo.

Para a web, deverá ser suficiente fazer uma calibração básica, conforme descrita neste tutorial.

Para trabalhos de fotografia e de impressão, poderá precisar de um hardware específico, como, por exemplo, este.

 

E se os meus clientes não gostarem do meu trabalho pelo facto de as cores ficarem diferentes no monitor dele?

– Fale com o seu cliente. Explique-lhe que a cor poderá variar de acordo com a calibração do monitor usado. Se a exatidão for essencial, entregue uma prova impressa do seu trabalho ou apresente o trabalho no seu monitor.

 

DICAS EXTRA

Sabemos que trabalhar no computador todo o dia (e todos os dias!) pode provocar sérios danos na sua saúde visual, não falando já da fadiga e tensão oculares. Por isso, deixamos aqui algumas dicas extra para proteger a sua visão. Tome nota e comece já a pôr em prática:

  • Adira à regra 20-6-20. De 20 em 20 minutos, dirija o olhar para fora do monitor num ponto fixo a 6 metros de distância, durante 20 segundos.
  • Pestaneje com mais frequência.
  • Coloque o seu monitor a 50-70 centímetros de distância de si.
  • Ajuste a altura da sua cadeira de forma a que o seu olhar coincida com o topo do monitor.
  • Prefira trabalhar com texto preto sobre fundo branco, e nunca o inverso.

 

DICA PRO: a ferramenta gratuita F.lux usa a sua localização e características ambientais para ajustar automaticamente a temperatura de cor do seu monitor de forma adequada à visão humana.

F.lux para Mac OS X   |   F.lux para Windows (versão beta)

Poupe dinheiro, energia e papel utilizando os sistemas de cor de forma correta. Não voltará a ficar desapontado com as cores!

 

 

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AUTHOR: Minerva

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