{"id":227,"date":"2017-05-29T07:49:45","date_gmt":"2017-05-29T07:49:45","guid":{"rendered":"https:\/\/minerva-online.pt\/2017\/05\/29\/cmyk-bem-vindo-ao-mundo-da-cor\/"},"modified":"2021-04-26T08:56:29","modified_gmt":"2021-04-26T08:56:29","slug":"cmyk-bem-vindo-ao-mundo-da-cor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/cmyk-bem-vindo-ao-mundo-da-cor\/","title":{"rendered":"CMYK: Bem-vindo ao mundo da cor!"},"content":{"rendered":"<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>O mundo de possibilidades que o sistema CMYK abre \u00e9 fascinante, sobretudo no sector das artes gr\u00e1ficas e do design. Como existem as cores e como as vemos?<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A cor est\u00e1 t\u00e3o presente no nosso dia-a-dia que passa imerecidamente despercebida. Na verdade, o que vemos n\u00e3o \u00e9 a cor, mas uma s\u00e9rie de fen\u00f3menos de luz que, em conjuga\u00e7\u00e3o com determinadas vari\u00e1veis, produzem um resultado \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<p>A explica\u00e7\u00e3o f\u00edsica deste prod\u00edgio apenas foi conhecida no s\u00e9culo XIX. Contudo, j\u00e1 em 1665,&nbsp;<strong>Sir Isaac Newton<\/strong>&nbsp;percebeu, atrav\u00e9s de uma experi\u00eancia, que, se fizesse incidir a luz do sol sobre um prisma de vidro, esta dava origem a v\u00e1rias cores. O resultado obtido era um espectro que inclu\u00eda o vermelho, o laranja, o amarelo, o verde, o azul e o violeta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/minerva-online.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/cmyk-prisma-de-luz.png\" alt=\"CMYK: Bem-vindo ao mundo da cor! 1\" title=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Encontrou-se assim o ponto de partida para os v\u00e1rios e sucessivos estudos e teorias sobre a cor, que continuam nos nossos dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, sabe-se que a cor \u00e9 o resultado do grau e tipo de absor\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o da luz de cada material e que, por isso, n\u00e3o tem realidade f\u00edsica por si s\u00f3 \u2013 e a cada cor atribu\u00edmos sensa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sistema de cores<\/h3>\n\n\n\n<p>Existem v\u00e1rios sistemas de cores que t\u00eam como objetivo principal tornar a cor compreens\u00edvel de uma forma totalmente objetiva. E, na verdade, torna-se imprescind\u00edvel esta categoriza\u00e7\u00e3o:&nbsp;<strong>o verde que uma pessoa imagina associado \u00e0 primavera n\u00e3o ter\u00e1 o mesmo tom quando imaginado por outra pessoa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta dificuldade em objetivar aquilo que \u00e9 t\u00e3o subjetivo quanto o olho humano encontra a solu\u00e7\u00e3o nos sistemas de cores, na medida em que permitem&nbsp;<strong>traduzir uma cor num n\u00famero codificado<\/strong>. Desta forma, o verde torna-se no resultado de diferentes e espec\u00edficas quantidades de pigmentos azul e amarelo \u2013 o que \u00e9 bem mais simples, mensur\u00e1vel e objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>No universo do design e das artes gr\u00e1ficas, os sistemas de cores permitem definir com precis\u00e3o e rigor o tom de cor pretendido \u2013 do imaginado pelo cliente ao resultado final impresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns dos sistemas de cores mais usados atualmente s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><em>RGB<br><\/em>Usado no mundo digital, para trabalhos apresentados em todos os dispositivos luminosos (sobre o qual falaremos num pr\u00f3ximo artigo).<\/p>\n\n\n\n<p><em>C\u00f3digo hexadecimal<br><\/em>Usado em documentos HTML, CSS e outras aplica\u00e7\u00f5es de computa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>CMYK e Pantone<br><\/em>Ambos usados no mundo das artes gr\u00e1ficas, em impress\u00e3o digital ou offset.<\/p>\n\n\n\n<p><em>RAL<br><\/em>Usado para tintas e revestimentos, no mundo da arquitetura e constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos debru\u00e7ar-nos sobre o sistema CMYK \u2013 as quatro letras mais importantes no nosso sector e que representam o sistema de impress\u00e3o atual.<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 CMYK? Vejamos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">CMYK<\/h3>\n\n\n\n<p>A sigla CMYK \u00e9 a abreviatura para as cores Ciano, Magenta, Amarelo e Preto \u2013 do ingl\u00eas, (C)&nbsp;<em>Cyan<\/em>, (M)&nbsp;<em>Magenta<\/em>, (Y)&nbsp;<em>Yellow<\/em>&nbsp;e (K)&nbsp;<em>Black Key<\/em>. Este sistema tamb\u00e9m \u00e9 conhecido por Quadricromia.<\/p>\n\n\n\n<p>Estar\u00e1 a perguntar: mas porque \u00e9 que a sigla n\u00e3o \u00e9 CMYB, j\u00e1 que preto, em ingl\u00eas, \u00e9&nbsp;<em>Black<\/em>?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma pergunta muito pertinente, mas existe uma explica\u00e7\u00e3o. A letra K vem da express\u00e3o&nbsp;<em>key plate<\/em>&nbsp;\u2013 a chapa que, no passado, continha a cor preta. Era uma \u201cchapa chave\u201d, ou uma chapa fundamental, porque continha maior detalhe e informa\u00e7\u00f5es mais cr\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dias atuais, apesar de a express\u00e3o&nbsp;<em>key plate<\/em>&nbsp;j\u00e1 n\u00e3o ser utilizada, a sigla manteve-se igual para n\u00e3o se confundir com o \u201cB\u201d constante de um outro sistema de cores, o RGB \u2013 que, neste caso, significa Azul (<em>Blue<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, todas as cores e todos&nbsp;<strong>os tons de cada cor s\u00e3o o resultado de diferentes propor\u00e7\u00f5es destas 4:<\/strong>&nbsp;do ciano, magenta, amarelo e preto. Dito doutro modo, a combina\u00e7\u00e3o das quatro cores CMYK podem reproduzir grande parte da gama de cores do espectro vis\u00edvel \u2013 n\u00e3o todas as cores existentes do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para melhor entendermos como nem todas as cores podem ser reproduzidas, a imagem em baixo apresenta o espectro de cores abrangido pelo CMYK, pelo RGB e pela vis\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/minerva-online.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/cmyk-espectro-de-cor.png\" alt=\"CMYK: Bem-vindo ao mundo da cor! 2\" title=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel detetar se um trabalho foi impresso em CMYK atrav\u00e9s de um&nbsp;<strong>conta-fios<\/strong>. Este instrumento, parecido com uma lupa, permite observar os pequenos pontos que constituem uma cor. Estes pontos, quando vistos a o olho nu, s\u00e3o interpretados como uma cor s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema Pantone tamb\u00e9m \u00e9 muito utilizado na impress\u00e3o. \u00c9 um sistema de cor mundial constitu\u00eddo por c\u00f3digos que designam cores j\u00e1 prontas a usar e totalmente fi\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cores invis\u00edveis<\/h3>\n\n\n\n<p>Recorda-se previamente de termos falado sobre o espectro \u201cvis\u00edvel\u201d? \u00c9 que, na verdade, existe um&nbsp;<strong>espectro de cores invis\u00edvel ao olho humano<\/strong>. Sim, existem cores que nunca viu! E como sabemos isso?<\/p>\n\n\n\n<p>Para melhor compreendermos, vamos por um momento colocar um p\u00e9 na F\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>A luz \u00e9 apenas uma pequena parte do espectro eletromagn\u00e9tico completo. Existem outras partes deste espectro, como os raios infravermelhos e a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta, que n\u00e3o s\u00e3o vis\u00edveis. Aqui incluem-se, por exemplo, as ondas de r\u00e1dio, os raios X ou os raios gama \u2013 estes \u00faltimos, segundo a banda desenhada, capazes de transformar Bruce Banner no&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.imdb.com\/title\/tt0800080\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">incr\u00edvel Hulk<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O esquema em baixo facilita a compreens\u00e3o: a parte colorida \u00e9 vis\u00edvel ao olho humano, e todas as outras s\u00e3o invis\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/minerva-online.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/cmyk-espectro-visivel.png\" alt=\"CMYK: Bem-vindo ao mundo da cor! 3\" title=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os animais t\u00eam um alcance espectral diferente dos humanos e, por isso, conseguem visualizar cores infravermelhas (abaixo da cor vermelha) e ultravioletas (depois da cor violeta).<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, as abelhas conseguem ver a luz ultravioleta, invis\u00edvel ao olho humano, usada pelas flores para atrair a poliniza\u00e7\u00e3o. Os p\u00e1ssaros tamb\u00e9m conseguem ver a luz ultravioleta. Mas ser\u00e1 que estas cores ocultas s\u00f3 est\u00e3o dispon\u00edveis para alguns?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, se tiver equipamento para isso \u2013 o mesmo equipamento utilizado numa experi\u00eancia levada a cabo por cientistas americanos em 1983. Nesta experi\u00eancia, os participantes foram colocados em frente de um painel que apresentava faixas alternadas de luz verde\/vermelha, ou amarela\/azul. A determinada altura, um rastreador ocular faz com que a retina de metade dos participantes receba apenas a cor verde e, quanto \u00e0 outra metade, apenas a cor vermelha.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado? Pr\u00f3ximo da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. As cores invis\u00edveis come\u00e7aram a ocupar o espa\u00e7o das outras cores. Os participantes reportaram ter visualizado cores nunca antes vistas \u2013 n\u00e3o as conseguiam descrever. \u201cA cor era simultaneamente verde e vermelha\u201d, ou azul e amarela. Curioso, n\u00e3o?&nbsp;?<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos, de facto, tempos extraordin\u00e1rios, em que&nbsp;<strong>podemos ver luz que n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel, e cores que n\u00e3o existem<\/strong>. O mundo da cor impressiona quer pelo que dele conhecemos, quer pelo que dele imaginamos.<\/p>\n\n\n\n<p>As cores podem ser subtis, vibrantes, intrigantes \u2013 como se tivessem personalidade pr\u00f3pria. E, de facto, t\u00eam!<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o poderosas ferramentas para&nbsp;<strong>influenciar o humor, decorar espa\u00e7os e fazer declara\u00e7\u00f5es importantes<\/strong>. Afetam a nossa&nbsp;<strong>impress\u00e3o de uma marca<\/strong>&nbsp;e at\u00e9 interv\u00e9m nas nossas&nbsp;<strong>escolhas de compra<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A sua aparente banalidade faz com que n\u00e3o nos detenhamos a examinar como verdadeiramente s\u00e3o, mas a escolha de cores para o seu trabalho, projeto ou empresa \u00e9 crucial para transmitir a mensagem certa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, podemos perguntar: o que transmite a cor da sua empresa? E tamb\u00e9m: de que cor se sente hoje?&nbsp;?<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo de possibilidades que o sistema CMYK abre \u00e9 fascinante, sobretudo no sector das artes gr\u00e1ficas e do design. &#8230; <\/p>\n<p class=\"read-more-container\"><a title=\"CMYK: Bem-vindo ao mundo da cor!\" class=\"read-more button\" href=\"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/cmyk-bem-vindo-ao-mundo-da-cor\/#more-227\" aria-label=\"More on CMYK: Bem-vindo ao mundo da cor!\">Ler mais <i class=\"fas fa-chevron-right\"><\/i><\/a><\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":231,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,7,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/227"}],"collection":[{"href":"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=227"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/227\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=227"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=227"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/minerva-online.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=227"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}